E você, está pronto?
Provocações que o SXSW causou em mim e pode ser que cause em você também.
Esse ano, o SXSW não foi sobre o que eu vi.
Foi sobre o que isso abriu em mim.
E eu começo essa news de um lugar diferente.
Mais íntimo. Mais humano.
Porque foi isso que mais me marcou.
Eu fui com uma grande amiga, hoje também sócia,
e tem algo muito especial em viajar com alguém que te conhece de verdade.
É como se, no meio de tudo, você também se reencontrasse.
E, no meio dessa experiência, uma coisa ficou muito clara pra mim:
cuidar da minha individualidade é um ato de autorresponsabilidade.
Não no lugar pesado.
Mas no lugar consciente.
De entender que o meu bem-estar não é um luxo.
É base.
Porque quando eu estou bem comigo…
eu não só vivo melhor.
Eu crio melhor.
Me relaciono melhor.
Lidero melhor.
E, no fim, foi isso que ficou comigo nesse SXSW.
Voltei pensando nisso tudo, já no avião.
Porque equilibrar muitos papéis não deveria significar desaparecer dentro deles.
Queria começar por aqui:
você tem se incluído na sua própria vida…
ou só tem sustentado todo o resto?
Agora, olhando para o SXSW em si…
Se eu tivesse que resumir:
foi menos sobre respostas
e mais sobre perguntas melhores.
Saí de lá com a cabeça aberta.
Cheia de coisas que eu ainda estou digerindo.
E queria dividir algumas delas com você.
Não como conclusão.
Mas como convite.
1. O futuro está sendo construído… mas por quem estamos nos tornando?
Falou-se muito de IA, tecnologia, automação…
Mas o que não saiu da minha cabeça foi:
o que vai diferenciar a gente da máquina?
E a resposta, pra mim, foi ficando simples:
não é técnico.
é humano.
Conexão.
Empatia.
Presença.
Capacidade de construir relações reais.
E aí vem a pergunta que ficou:
se o futuro exige mais humanidade…
por que a gente pratica tão pouco isso hoje?
2. E se o narcisismo não for ego… mas medo?
Essa foi uma das reflexões mais fortes pra mim.
O narcisismo pode nascer do medo de ser comum.
E isso muda tudo.
Porque não é mais sobre alguém que se acha demais.
É sobre alguém que não suporta não ser especial.
E aí eu fiquei com uma sequência na cabeça:
Quando vem da insegurança → busca validação
Quando busca validação → performa
Quando performa → deixa de colaborar
E aí eu me peguei pensando:
quantas relações hoje são performance…
e não presença?
3. Liderança e segurança emocional
Uma percepção mexeu muito comigo:
líderes narcisistas, no fundo, operam de dois lugares:
“eu quero ganhar”
“eu quero estar certo”
E aí você começa a ver diferente.
Porque cria ambientes onde:
errar vira risco
discordar vira ameaça
e ninguém se sente seguro
E aí a pergunta foi óbvia:
dá pra falar de inovação sem segurança emocional?
4. Ambição ou validação?
Essa foi sutil, mas forte!
Ambição constrói.
Narcisismo valida.
Ambição quer melhorar algo.
Narcisismo quer reconhecimento por isso.
E aí eu fiquei pensando:
o que a gente está reforçando hoje?
Construção…
ou validação?
5. Visibilidade X essência
A gente vive um momento onde todo mundo precisa aparecer.
Se posicionar.
Se mostrar.
Se comunicar.
E isso tem muito valor.
Mas também tem um risco silencioso:
quando valor vira sinônimo de visibilidade,
a gente começa a precisar ser visto, o tempo todo.
E aí me veio uma pergunta delicada:
a gente está formando líderes para gerar impacto…
ou para serem reconhecidos por isso?
6. Nem tudo é ego
Essa foi importante pra mim.
Em muitas situações, o que parece ego… é ansiedade.
É defesa.
É medo.
E isso muda a forma de olhar.
Porque uma coisa pede limite.
A outra pede acolhimento.
E aí vem a pergunta:
será que a gente está sabendo diferenciar?
7. Emoções não são problema
Essa foi prática.
Emoções não atrapalham.
Elas informam.
E eu saí com isso na cabeça:
Sentir → entender → ajustar
Não:
Sentir → evitar → repetir
E você:
o que você está sentindo hoje…
que poderia te ensinar algo, mas você está ignorando?
8. Sobre vergonha
A gente foge dela.
Mas a vergonha também pode ser um sinal de consciência.
Um aviso de impacto.
Ela organiza.
Mas quando vira identidade… paralisa.
Então, a pergunta não é evitar.
Mas:
como eu uso isso a meu favor?
9. Não é só sobre o indivíduo
Essa foi quase um choque de realidade.
Narcisismo não cresce sozinho.
Ele é incentivado.
Ambientes que valorizam:
status
visibilidade
performance
acabam alimentando isso.
Então a pergunta mais real é:
o que você está reforçando, mesmo sem perceber?
No fim…
se teve uma virada de chave pra mim, foi essa:
o futuro não é algo que a gente observa.
É algo que a gente constrói, a partir de dentro.
A partir de como a gente se observa.
Se responsabiliza.
Se ajusta.
Então é menos sobre olhar para fora…
e mais sobre perguntar:
onde eu estou reforçando o que eu critico?
onde eu posso agir diferente?
o futuro não começa nas grandes tendências.
começa nas pequenas decisões.
E é aqui que mora a pergunta mais importante:
quem você está sendo hoje…
e que tipo de futuro isso está construindo
Com carinho,
Sari
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